Soja: Saca e custo recordes

Diário de Cuiabá - Brasil 11/07/2012 | 14:07 (actualizado hace 812 días)

Grão encerra safra 2011/12 com valorização de mais de 62% no Estado. Alta trouxe a reboque plantio mais caro...

A safra 2011/12 de soja, encerrada no final de junho, ficou marcada por recordes de produção, escoamento e, principalmente, de preços. O maior lastro, sem dúvida, foi a forte valorização da saca, que somente em um breve comparativo de preços de janeiro até a primeira semana de julho registrou incremento de 62,78% no Estado. A demanda pelo grão que se mantém firme e implicitamente indica mais recordes para a temporada 2012/13 já revela um custo de produção 28% maior, quando comparado à estimativa de junho do ano passado. A dobradinha demanda mundial e valorização do dólar frente ao real acaba esbarrando na máxima popular: a mão que afaga é a mesma que apedreja.

Na planilha de custos para a nova temporada, o sojicultor mato-grossense contabiliza a boas oportunidades de preços para o mercado futuro, mas também começa a enxergar o viés da euforia de preços, que traz a reboque majorações de adubos, químicos e de sementes. E a pressa em se fechar a conta da nova safra pode ser vista no volume de soja já comercializado, antes mesmo do início do plantio na segunda quinzena de setembro. De uma expectativa de 23 milhões de tonelada (t) para 2012/13, 48,3% estavam vendidos de forma antecipada até junho, ante um volume de 18% em igual momento da safra passada.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a maior alta deste primeiro semestre foi observada em Diamantino (207 quilômetros ao norte de Cuiabá), com a saca saindo de uma média de R$ 37,78 em janeiro para média de R$ 61,50, nos primeiros dias de julho.

Nesta semana, o Imea apresentou mais uma estimativa de custos de produção para a sojicultura estadual, temporada 2012/13. Influenciada pela escalada da taxa de câmbio, o custo total por hectare plantado terá média que rompe a casa dos R$ 2 mil. Considerando as cinco regiões definidas pelo Imea, em Mato Grosso, o custo ficará em R$ 2,10 mil, por hectare, 28% acima da média registrada em igual período do ano passado, R$ 1,64 mil. No período, a taxa de câmbio avançou 27,32%, passando de R$ 1,61, base junho/2011 para R$ 2,05, base junho 2012.

Conforme a estimativa de custo de produção, a região mais cara para a nova temporada é o médio norte – que concentra mais de 40% da área plantada com soja no Estado – R$ 2,19 mil. O menor desembolso médio será aplicado no centro-sul, cuja projeção é de um investimento de R$ 1,92 mil.

Como explica o Imea, a comercialização dos insumos para a safra 2012/13 está próxima do fim com 94% das sementes, 92% dos fertilizantes e 95% dos defensivos adquiridos.

SACA - Os preços da soja dispararam mais de 10% na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nos últimos sete dias, impulsionando também as cotações domésticas. Nas principais praças de negociação do país, a saca de 60 quilos rompeu a barreira de R$ 70. Internamente, no entanto, o ritmo dos negócios segue lento, devido à escassa oferta, já que a safra disponível está praticamente toda negociada.

Crescem, no entanto, as vendas antecipadas para a temporada 2012/13. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho se valorizaram 10,9% entre os dias 28 de junho e 5 de julho, saltando de US$ 14,66 para US$ 16,26 por bushel, o melhor nível em quatro anos. A alta é consequência das condições climáticas. As temperaturas elevadas e a falta de chuvas persistiram em boa parte do meio oeste norte-americano e as previsões são de continuidade do clima seco nos próximos dias.

Com isso, os participantes, influenciados pelo chamado “mercado de clima” estão optando por precificar uma provável queda no potencial produtivo dos Estados Unidos, mantendo o quadro de oferta e demanda mundial muito apertado. Com a quebra da safra sul-americana, o mercado apostava em uma produção consistente dos Estados Unidos para recompor os estoques globais. Mas o sentimento de que a safra norte-americana não vai ficar dentro do esperado, o mercado disparou.

Apesar da desvalorização de 2,5% do dólar na semana, as cotações domésticas seguiram a sinalização de Chicago. O preço em Rondonópolis passou de R$ 67 para R$ 70 por saca.

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